quinta-feira, 11 de junho de 2009

CINCOENTA X CINQUENTA, CATORZE X QUATORZE

Podemos escrever catorze ou quatorze: as duas formas estão corretas.
E cincoenta?
Cincoenta não existe, mas cinqüenta, que agora, com a reforma ortográfica, passa a ser grafado sem o trema.

Portanto, posso dizer catorze lápis ou quatorze canetas, cinquenta papéis ou cinqüenta bolsas (até o final da transição). Mas não cincoenta alguma coisa.

17 comentários:

Gerônimo Dajili disse...

"VOCÊ É FÃ DO PASQUALE?"

Nunca. Nem de brincadeira.
Um personagem conservador, preconceituoso-linguístico e oportunista.

kirk disse...

por falar em reforma... Então quer dizer que graúna continuará graúna, já que o "u" tônico não vem depois de ditongo...

e quanto a n mais usar acento nas paroxítonas ditongo aberto éi ói... porque não incluiram aí o éu... não existe paroxitona com o éu?

kirk disse...

Por falar em acordo... Quer dizer que graúna, por exemplo, continuará sendo grafada graúna, já que o “u” Tônico desta paroxítona não vem após ditongo?

E quanto a não mais acentuar os ditongos abertos éi e ói nas paroxítonas, pq não fizeram constar nada sobre o “eu”? Não há paroxítonas com éu, e isso?

maria da glória perez disse...

Graúna permanece. O texto do acordo é esse, Kirk.

daniele disse...

E por que não pode ser cincoenta?
E pode ser catorze?

maria da glória perez disse...

Boa noite, Daniele



Não pode ser cincoenta e pode ser catorze porque a língua é assim.

lourival disse...

Por muitos anos usei cincoenta à cinquenta

maria da glória perez delgado sanches disse...

Olá, Lourival, boa noite!

É bastante comum a confusão, até pelo consentimento ao termo catorze. Daí a postagem.
Uma ótima noite!

Anônimo disse...

Eu sempre usei cincoenta, em lugar de cinquenta, pensando escrever corretamente.
Maria, o seu blog é ótimo! Agora o sigo por e-m ail!
Continue publicando, sempre. Obrigado pelas ótimas dicas de português.
Geraldo da Silva Telles

Anônimo disse...

É o melhor blog de português que já vi! Parabéns pela iniciativa!!
João Alberto de Carvalho

A. Silvério disse...

Colega, acho-me no dever de divulgar uma informação que julgo necessária para o entendimento cultural, e de cunho vernáculo, desta língua portuguesa.
O termo "cincoenta", abundantemente usado ainda, deve-se que antigamente, creio de antes de uma das reformas ortográficas ocorridas ao longo do século XX, mais precisamente nos anos 1930, o termo era CINCOENTA MIL RÉIS, por exemplo. Para isso basta pesquisar.

maria da glória perez delgado sanches disse...

Olá, A. Silvério, boa noite!

Obrigada pela contribuição, valiosa a título de observação e curiosidade. Entretanto, deve-se ficar atento para a inadmissibilidade do termo "cincoenta". O pecado, na escrita, gera pontos perdidos, em uma prova.

eduardok disse...

como posso pontuar essa parlenda
O rato roeu a roupa do rei de Roma e a rainha de raiva roeu o resto???
obrigada Mari

maria da glória perez delgado sanches disse...

Olá, Eduardo, boa tarde!

Em "O rato roeu a roupa do rei de Roma e a rainha de raiva roeu o resto" utiliza-se a aliteração, que consiste na repetição ordenada dos mesmos sons consonantais.
Um abraço e escreva, sempre e quando precisar.

Paulo Menezes disse...

Pois é...Pq catorze pode e cincoenta não pode? Responder "pq a língua é assim" é muitoi fácil. O mais honesto é dizer que,por causa de uma " idiotice politicamente correta" (ou canetada política",se quiser) assassinaram a gramática",com o pretexto de unificar a língua portuguesa entre os países que usam este idioma. Grande besteira! Por causa disso, eu, que tenho 54 anos, vou ter que desaprender na marra o que aprendi desde criança só pq virou decreto? Tipo da medida inútil e que só gera confusão. Em vez de tomarem medidas realmente necessárias,inventam essas aberrações!

Maria da Glória Perez Delgado Sanches disse...

Olá, Paulo Menezes, bom dia!

Calma! Não se poder escrever "cincoenta" não tem nada a ver com a nova ortografia da língua portuguesa. Postei a matéria a título de curiosidade da língua, que é, já, antiga.
A unificação trouxe modificações quanto à queda do trema e de alguns acentos (é difícil escrever assembleia, ideia e jiboia, veem e creem sem acento) e relativamente ao hífen. Aliás, é com o hífen a maior preocupação no saber escrever, agora. Quando juntar? Quando separar? Quando a letra dobra? Se as letras são iguais, separa-se com hífen. Se diferentes, junta-se. H: separa-se e usa-se o hífen. “R” e “S”, perto das vogais, dobram. "R" e "S" não se juntam com consoantes. Esta é a regra geral. Um decoreba.
Qual a utilidade do acordo ortográfico?
Então, concordo com você. Há coisas mais importantes do que mudar a maneira de se escrever as coisas.
Um abraço e um ótimo dia!

Anônimo disse...

Curioso e interessante. Seu blog de português é sensacional!
Resolvi muitas dúvidas e virei fã.

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

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Praia, sol, mar... plantas, flores e frutos... a natureza em todas as suas potencialidades. O belo, próximo.