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domingo, 28 de outubro de 2012

O USO DAS ASPAS

As aspas são utilizadas sempre em pares, no início e no final das palavras ou expressões que se pretende destacar, em variadas situações:


1.        Para tratar com ironia a palavra ou expressão em relação ao texto. Especialmente se a ironia recair sobre um único vocábulo existe a opção de, ao invés de aspeá-lo, sublinhá-lo em grifo, itálico ou caixa-alta.
2.        Quando os termos pertencem a uma língua diferente daquela em que o texto é escrito. Uma dica da professora Débora Vanessa Caus Brandão (da Faculdade de Direito São Bernardo do Campo), recomendada a partir do que aprendera no mestrado: expressões em latim não são destacadas com aspas, por...
não pertencerem a um idioma estranho, mas em negrito ou itálico.
3.        Quando os termos encerram uma linguagem distinta, como os chulos ou as expressões populares citadas em um texto em linguagem formal – também usadas para gírias, neologismos e arcaísmos.
4.        Quando reproduzidas citações de terceiros.
5.        Quando citados nomes de filmes: o título é grafado com maiúsculas no início de cada palavra, com exceção de artigos, preposições, conjunções e partículas átonas. A primeira palavra, independentemente de sua classe gramatical, também é grafada com maiúscula: “O Silêncio dos Inocentes”. Se a tradução em português não é fiel ao título original, este pode ser indicado entre parênteses, imediatamente: " Uma Janela para o Amor " (A Room with a View); “Sobre Meninos e Lobos” (Mystic River). Quando o filme não tiver título em português, utiliza-se o título original, seguindo-se tradução, entre parênteses: "The Hero" (O Herói). Em tempo: títulos de livros, revistas, jornais, filmes etc. devem ser destacados por itálico ou negrito e não aspas.

6.        Nos sites de busca, para que um nome ou expressão seja encontrado tal como grafado.

Em suma, colocam-se entre aspas as palavras ou expressões que o enunciador deseja manter à distância. 
Se forem utilizadas em um período que abrigue uma expressão ou palavra, também destacada por aspas, o período que a contém (principal) deve ser marcado por aspas duplas e os termos internos (secundários) com aspas simples: encaixam-se, assim, expressões secundárias na expressão principal. Entretanto, deve-se evitar que as expressões destacadas (principal e secundária) terminem conjuntamente.
Por finalmente: quando um texto entre aspas encerrar o período, o sinal de pontuação – seja ponto final, de interrogação, vírgula -, se pertencer ao período destacado, deve ser mantido entre aspas, caso contrário – se não pertencer ao trecho em relevo – deve ser consignado fora do trecho marcado. Registre-se que o período encerrado pelo trecho marcado e finalizado por pontuação não deve ser novamente pontuado.

Exemplificando:
  • Aristóteles afirma que "as ações e o mito constituem a finalidade da tragédia e a finalidade é de tudo o que mais importa".
  • A verdade virá de colegas “mais realizados” que ele.
  • Depois de horas em preparativos com a toalete, Andréia revelou-se “maravilhosa”!
  • Silvio Berlusconi afirmou, em entrevista ao jornal La Stampa: “Não vou disputar o gabinete”.
  • Uma das mais expressivas descrições do amor pode ser encontrada no soneto “Amor é fogo que arde sem se ver”, de Camões: "Amor é fogo que arde sem se ver É ferida que dói e não se sente É um contentamento descontente É dor que desatina sem doer..."
  • Geise “ficou” com o garoto na festa, sem se preocupar com o par que a acompanhava.
  • “Veni, vidi, vici” afirmara César, ao descrever sua vitória.
  • De acordo com Maria Helena Diniz, no Direito Romano "o termo praescriptio originalmente era aplicado para designar a extinção da ação reivindicatória, pela longa duração da posse”.
  •  O jornal O Estado de S. Paulo publicou: "Apesar de ser um tema recorrente no cinema, na mídia e na literatura, 89% dos brasileiros não sabem o que foi o holocausto.”
  • Sobrevieram vários diplomas legais. O Decreto-Lei nº 1237, de 2.5.39 determinava: “Não havendo disposição especial em contrário, qualquer reclamação perante a Justiça do Trabalho prescreve, em dois anos, contados da data do ato que lhe der origem.”
  • Com efeito, a crítica de LORA (2001:18) e dos modernos doutrinadores volta-se contra concepção clássica, ao prescrever: “O objeto da prescrição não reside na ação, e sim consiste na pretensão ou exigibilidade ínsita ao crédito.”

Maria da Glória Perez Delgado Sanches

Membro Correspondente da ACLAC – Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo, RJ.

Conheça mais. Faça uma visita blogs disponíveis no perfil: artigos e anotações sobre questões de Direito, português, poemas e crônicas ("causos"): http://www.blogger.com/profile/14087164358419572567
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ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
Praia, sol, mar... plantas, flores, frutos, floresta, morros, cachoeiras, rios... a natureza em todas as suas potencialidades. O belo, próximo. Itanhaém, meu paraíso.

QUEM SOU EU

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Já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver, colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

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Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

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