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terça-feira, 10 de maio de 2016

QUAL A DIFERENÇA ENTRE TANGERINA, MEXERICA (MEXIRICA OU MIXIRICA?), PONCÃ (PONKAN? PONCAN?) E BERGAMOTA?

como se escreve? regionalismos
A resposta é depende. Para cultivar fruteiras é preciso conhecer a denominação técnica ou se corre o risco de colher o que não se quis plantar.
No dicionário Priberam, que não é um manual de botânica, figura tangerina como sinônimo de mexerica, o que a rigor seria incorreto. 
No dia a dia, entretanto, não há certo ou errado: o que vale é a nomenclatura popular. Na feira, no...
supermercado, você encontrará a fruta com o nome dado conforme a região do país.
Tecnicamente, tangerina é o gênero, nome dado, no Brasil, a um grupo de frutas cítricas com características semelhantes: tamanho pequeno ou médio, achatado, cor alaranjada e perfume característico. Por conta da casca fina e pouco aderente e do miolo aberto seus gomos se soltam, geralmente, com facilidade e por isso podem ser descascadas com as mãos, sem o auxílio de faca.
Tangerina vem da expressão “laranja tangerina” ou “laranja de Tânger”. Bergamota é homenagem à cidade de Bérgamo, na Itália, mas tangerina, em italiano, é mandarino.
As espécies de tangerina são classificadas em poncã, comum, híbrida e satsuma e todas tem origem na mesma “laranja selvagem da índia”. 

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A poncã é a mais doce das tangerinas e a mais fácil de descascar, pois a casca é macia e seus gomos se separam com facilidade.
Híbrida é a tangerina originária do cruzamento com a laranja. Exemplo é a murcote, nome aportuguesado de Murcott, fruto com sabor mais próximo ao da laranja e cuja casca, lisa e brilhante, é mais difícil de soltar (é descascada à unha).
As satsumas têm origem no Japão, não têm sementes e, diferente de suas primas, não têm acidez nem cheiro.
As tangerinas comuns, menores e mais ácidas, são conhecidas como mexericas no Sudeste e no Centro-Oeste; bergamotas (ou vergamotas) no sul (mais especialmente no Rio Grande do Sul) e mimosas, no Paraná (litoral e região da capital).
As diferenças não se restringem à classificação comum. Em São Paulo e Goiás o termo mexerica (ou mixirica: veja observação ao final do texto) é associado, pelo vulgo, ao gênero, dividido em várias espécies, como poncã e cravo; o mesmo acontece nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde qualquer variedade de tangerina é chamada poncã. A propósito: a murcote é chamada em São Paulo e no Paraná morgote.
A tangerina classificada como comum é conhecida popularmente em Pernambuco e outros estados do Nordeste como laranja-cravo; mas na Bahia  recebe o nome de tangerina ou mexerica. Em Santa Rita, no estado da Paraíba (e só nessa cidade), é conhecida também como laranja-crava; no Piauí e no Maranhão recebe o nome de tanja, uma abreviação de tangerina.
As denominações vulgares não se restringem a essas. Há, ainda, laranja-mimosa, mandarina, fuxiqueira, manjerica, bolacha, biscoito (acredite), dolé, sacolé, clementina.
O vocabulário da Academia Brasileira de Letras registra mexerica, e não mixirica, mexerica nem mexerica. Portanto, o primeiro termo é o único admitido pela nossa língua (até agora).
Por fim, o mesmo vocabulário incorporou poncã e não poncan (que é possível ver escrito por aí) nem ponkan.

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Um abraço!
Thanks for the comment. Feel free to comment, ask questions or criticize. A great day and a great week! 

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches 

Um comentário:

  1. Texto muito bom, Maria da Gloria. Aqui conhecemos a fruta como bergamota. Foi muito esclarecedor.
    Janaina Mendes

    ResponderExcluir

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QUEM SOU EU

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

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