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quinta-feira, 22 de junho de 2017

COMO SE FALA: FÊCHE A PORTA OU FÉCHE A PORTA?

Atenda o telefone, por favor, enquanto fecho a porta. Feche a bolsa, para não atrair ladrões. São Paulo, conhecida pela pronúncia fechada das vogais, guarda um regionalismo curioso: os nativos...

Atenda o telefone, por favor, enquanto fecho a porta.
Feche a bolsa, para não atrair ladrões.

São Paulo, conhecida pela pronúncia fechada das vogais, guarda um regionalismo curioso: os nativos pronunciam féche, fécha, fécho, com a vogal aberta, enquanto em muitos outros estados pronuncia-se fêcha, fêche, fêcho, com o som fechado (inclusive estados nordestinos, conhecidos pela pronúncia aberta).

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Conforme a norma fonética (e também em Portugal), o som é fechado, não aberto. A norma culta pode ser conferida nos dicionários, a exemplo do Houaiss, do Aurélio e do Priberam.
Podemos dizer então que os paulistas falam de forma errada?
Diríamos "estranha", não "errada". O estranhamento é sempre daquele que ouve o som da palavra de forma diferente da que fala; portanto, estranha.
Dizer que é um erro seria dizer que nossos irmãos nordestinos - que pronunciam vogais de forma aberta - falam errado. Não: falam diferente, é uma característica regional (ou regionalismo).
Mas tanto se disseminou o fechar com a vogal aberta que percebi ter o "rei" Roberto Carlos ter mudado a forma como pronunciava o verbo.


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Natural de Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, o cantor usava o verbo com o som fechado, no início da carreira. Como exemplo, ouça a música Um Leão Está Solto nas Ruas e repare nos versos: "Você, que está em casa, um conselho vou dar:/Feche as janelas, tranque bem o portão". 
O tempo passa e para Roberto também passou. Com o tempo, adotou ele a pronúncia aberta, paulista, como se verifica na mais recente canção Amor Perfeito: "Fecho os olhos pra não ver passar o tempo, sinto falta de você..." Pode conferir no YouTube. Evolução? Involução? Adaptação.
No noticiário é possível surpreender um ou outro jornalista pronunciar "fecho/feche/fecha" com o som fechado. Não estranhe. Não é errado nem certo, apenas o acompanhar a norma culta. Que deve acompanhar, com o tempo (sabe-se lá quanto tempo) as direções do vento e adotar ao final as duas pronúncias. 
Até lá, como saber não ocupa espaço, é possível usar o conhecimento para uma prova, um concurso, uma entrevista. Quem sabe?
Quando ao substantivo fecho, não há problema: o som é sempre fechado, em todo lugar. Ninguém discorda disso.


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e os mais, na coluna ao lado. Esteja à vontade para perguntar, comentar ou criticar.
Um abraço!
Thanks for the comment. Feel free to comment, ask questions or criticize. A great day and a great week! 

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

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DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

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QUEM SOU EU

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

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